Reforma tributária muda a forma de definir preços e competir no varejo

A Reforma Tributária deverá alterar a forma como as empresas calculam preços e negociam com fornecedores. Com o IBS e a CBS destacados nas notas fiscais, será necessário considerar não apenas o valor nominal da mercadoria, mas também o regime tributário do fornecedor e os créditos que poderão ser aproveitados. Assim, produtos com o mesmo preço de venda podem representar custos efetivos diferentes para a empresa, conforme a possibilidade de recuperação dos tributos.

Nesse cenário, a formação de preços deverá incorporar novos fatores, como créditos tributários, classificação fiscal, custos operacionais e margem desejada. Durante a transição para o novo sistema, que se estende até 2033, a composição dos tributos continuará mudando, exigindo que as empresas revisem periodicamente seus cálculos. A análise dos fornecedores também poderá ganhar importância, inclusive com renegociação de contratos e adequação dos sistemas de gestão para acompanhar os créditos de IBS e CBS.

Com isso, a precificação tende a deixar de ser uma atividade restrita à área comercial e passar a envolver diferentes setores da empresa, como fiscal, financeiro, compras e tecnologia. Além dos custos tributários, será necessário avaliar o comportamento dos consumidores e o nível de concorrência antes de definir eventuais repasses de preços. A adaptação ao novo modelo exigirá, portanto, acompanhamento contínuo dos impactos tributários e operacionais sobre cada negócio.

Fonte: Fenacon