Impactos das tarifas unilaterais dos EUA nas exportações maranhenses

O anúncio do governo norte-americano de aplicar, de forma unilateral, uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros gerou grande preocupação, especialmente no Maranhão. Em 2024, o estado exportou para os Estados Unidos mais de R$ 4,2 bilhões, o que representou cerca de 13% de suas vendas externas totais, segundo dados do MDIC. Essa decisão compromete diretamente setores importantes como celulose, alumina calcinada e ferro fundido, além de trazer efeitos logísticos negativos para o Porto do Itaqui e ameaçar novos investimentos de frigoríficos após o Maranhão conquistar o status de zona livre de febre aftosa.

Embora as exportações sejam isentas de ICMS, a redução no volume exportado impacta toda a cadeia produtiva, provocando queda na arrecadação indireta estimada em até R$ 250 milhões ao ano. Grãos como soja, milho e arroz devem sofrer menor impacto, pois têm como destino principal outros mercados, como China e União Europeia. Ainda assim, a tendência é de retração nos investimentos e redução da produção, o que afeta emprego, renda e consumo no estado.

Além disso, os autores do artigo criticam o caráter injusto e desproporcional dessa política tarifária, que consideram uma forma de colonialismo econômico moderno. Para eles, medidas desse tipo prejudicam não apenas a economia local, mas também geram reflexos negativos para toda a sociedade, ampliando desigualdades e atrasando projetos de modernização e desenvolvimento no Maranhão.

Fonte: Econet