Pequenas empresas precisam se planejar para escolher o melhor modelo na Reforma Tributária

Os pequenos negócios devem se organizar com antecedência para se adaptar às mudanças trazidas pela Reforma Tributária e evitar impactos inesperados. Uma das principais decisões será a escolha do modelo do Simples Nacional mais adequado dentro do novo sistema de IBS e CBS, respeitando o cronograma de implementação. Para isso, torna-se essencial realizar um planejamento tributário alinhado à realidade da empresa, além de manter atenção à correta emissão de documentos fiscais.

Esse planejamento envolve analisar as operações de compra e venda, buscando estratégias legais que reduzam a carga tributária. Empresários e contadores devem avaliar o perfil dos clientes — se predominam pessoas físicas ou jurídicas — e a posição do negócio na cadeia produtiva. Empresas que atendem majoritariamente o consumidor final podem se beneficiar do Simples Nacional Integral, enquanto aquelas que operam entre empresas tendem a ter vantagens no modelo híbrido, que segue regras do regime geral para IBS e CBS.

Também é fundamental examinar as aquisições da empresa, priorizando fornecedores que resultem em menor custo total após a tributação. Além disso, os empreendedores precisam calcular possíveis créditos de IBS e CBS, comparar valores de impostos e avaliar os efeitos sobre preços e margens de lucro. A conformidade fiscal é outro ponto crítico, exigindo atenção aos códigos corretos de produtos e serviços, bem como ao preenchimento completo de dados como CPF, CNPJ e endereços, garantindo o enquadramento adequado e a aplicação correta das alíquotas.

Fonte: Fenacon