Reforma tributária deve priorizar sistema simples, digital e transparente, defende Gallo

O secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, destacou que a reforma tributária precisa resultar em um modelo de arrecadação simples, digital e acessível, capaz de reduzir a burocracia e facilitar a vida dos contribuintes. Em entrevista à rádio Jovem Pan, ele enfatizou que a tecnologia será peça-chave para garantir transparência, permitir ao cidadão visualizar claramente os tributos pagos e automatizar a apuração de impostos. A proposta é inspirada no modelo do imposto de renda pré-preenchido, aplicado agora ao novo imposto sobre o consumo.

Segundo Gallo, o sistema ideal deverá registrar automaticamente créditos e débitos das operações, simplificando o cálculo do valor a recolher e disponibilizando essas informações de forma clara e prática. Ele ressaltou que governos estaduais, municipais e a administração tributária nacional já discutem as soluções tecnológicas necessárias para garantir que a implantação ocorra de forma segura, sem gerar confusão ou sobrecarga para contribuintes e profissionais da contabilidade.

A proposta de simplificação integra o processo de regulamentação da reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional. O novo imposto sobre o consumo substituirá cinco tributos — ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins — e terá arrecadação compartilhada entre União, estados e municípios. A meta é criar um sistema unificado, eficiente e amigável, eliminando conflitos e reduzindo a complexidade do atual modelo tributário.

Fonte: Econet